Se você procura um dispositivo para se divertir em qualquer lugar, que seja barato o suficiente para o ladrão não querer roubar e que seja totalmente “hackeável”, você agora vai conhecer seu sonho de consumo: Dingoo! Há alguns meses comprei um por US$ 83,00 (com frete grátis) na DealExtreme , na cor preta (mas também tem branco) e estou bastante satisfeito.
Ele é basicamente um minigame de emuladores. Suporta jogos de Super Nintendo, Game Boy Advanced, Mega Drive, NeoGeo, Atari, entre outros. Com 4 GB de memória interna, expansíveis por cartão de memória miniSD, cabe muito jogo bom! Além disso, ele também tem:
- Tocador de vídeos com suporte a diversos formatos (infelizmente sem suporte a legendas);
- Tocador de música com suporte a diversos formatos (só faltou o suporte a OGG);
- Sintonizador de rádio FM;
- Gravador de som;
- Saída para TV;
Isso é o que já vem de fábrica, pois você também pode instalar outros emuladores desenvolvidos pela comunidade do aparelho e, o que é o melhor: você pode instalar Linux nele!
Entra em cena o Dingux!
O Dingux é uma versão otimizada do Linux feita pela comunidade especialmente para o aparelho. Vale salientar que ele ainda é um trabalho em desenvolvimento e ainda não está 100% estável e completo a ponto de substituir o firmware nativo, sendo necessário o dual-boot. No entanto, por experiência, posso afirmar que ele é bastante estável para uso cotidiano.
Mas qual a vantagem do Dingux? A grande vantagem é que, por ser Linux, diversos softwares feitos para este sistema operacional já tem versão para rodar no aparelho. Vale destacar:
- Grande variedade de emuladores, como um de Playstation (plataforma não suportada firmware nativo) e emuladores melhores e mais rápidos do que os “de fábrica”;
- Jogos que rodam no Linux, como Quake e Doom;
- ScummVM, que me permite jogar vários adventures antigos da LucasArts (como o Full Throttle);
- Aplicativos, como o Mplayer (que roda Divx melhor que o player nativo);
- E até mesmo aplicativos e jogos Java ME (que rodam em aparelhos celulares) através do MIDpath;
Alguns pontos negativos do firmware alternativo é que a saída para TV ainda não funciona e ainda não portaram nenhum leitor de PDF (mas acredito em em breve terá, pois muito gente quer). Mesmo assim, o Dingux expande em muito as funcionalidades do Dingoo.
Por hora ficarei devendo um tutorial de instalação do Dingux para um outro post e deixo dois links abaixo para poder conhecer melhor este excelênte brinquedo. Até lá!
Links:
Este artigo foi publicado originalmente na edição n.8 da Revista Espírito Livre, lançada em Novembro de 2009. Sempre que posso recomendo a leitura da revista, que é gratuita e de ótima qualidade! Veja neste link todas as edições e tenha uma boa leitura. Segue o meu artigo.
A cada dia, mais empresas começam a enxergar o software livre como uma opção viável e estratégica para seus negócios, gerando independência de fornecedores e economia. No modelo proprietário, existe a figura do fornecedor, que dá suporte a problemas e consultoria, figura esta que normalmente não existe no modelo livre. Algumas vezes, existem empresas especializadas em prestar serviços a determinados softwares livres, mas, o que acontece na maioria dos casos, é que a comunidade é seu principal mantenedor, tornando necessária a interação da empresa usuária com ela.
Esta interação pode ser feita de várias formas, cabendo à empresa decidir como a fará, mas elas podem ser enquadradas em alguma destas três categorias:
- ter contato direto com a comunidade;
- terceirizar este contato;
- se tornar parte da comunidade;
Contato direto com a comunidade
Normalmente feito por empresas de maior porte, é quando ela decide que irá interagir diretamente com os desenvolvedores do software. Na prática, isto normalmente significa que um grupo de pessoas da área de TI desempenhará funções de:
- Reporte de problemas (bugs);
- Pedidos de novas funcionalidades;
- Repasse de dúvidas para a comunidade;
O problema deste tipo de interação é que é bastante passiva e não trás garantias de que a resposta será adequada ao nível de severidade que um possível problema possa ter. Ele é parecido com o modelo proprietário, onde estas mesmas interações são com a fornecedora do software, mas, neste caso, não existe contrato para poder cobrar judicialmente uma resposta adequada.
Esta forma de interação normalmente é o mais comum de ser visualizado por quem está começando com software livre (e que acaba gerando a famosa pergunta “quem dá suporte?”). Apesar disso, o risco é menor quando a empresa usuária já é experiente neste assunto e sabe lidar melhor com a comunidade.
No entanto, este tipo de interação pode ser interessante para casos menos críticos, como pequenos aplicativos livres. Como isto não irá interromper nenhum serviço crítico, o seu uso torna-se seguro, mesmo contando apenas com o suporte informal.
Mas não é interessante que a empresa apenas “sugue” o trabalho desenvolvido colaborativamente. Elas normalmente dão um retorno para o projeto, como doações ou publicidade. Neste último caso, o próprio fato de uma empresa com nome de peso estar utilizando um software livre, já o torna mais conhecido, trazendo para a sua comunidade mais pessoas interessadas em contribuir.
Para softwares maiores, também podem ser feitos patrocínios ou organização de eventos. Um exemplo de empresa que faz bastante isto é o SERPRO. Este órgão é um dos maiores usuários da linguagem Python e sempre que possível patrocina os eventos da comunidade no Brasil. Ele é, inclusive, um dos grandes responsáveis pela popularização da linguagem no nosso país.
Nos casos onde são necessários desenvolvimentos, como correção de bugs e implementação de novas funcionalidades, empresas usuárias às vezes fazem pagamentos diretos para um desenvolvedor ativo do software fazer o trabalho necessário. Esta solução se aproxima com o que viremos a seguir.
Terceirizando o contato
Uma empresa também pode escolher por não ter nenhum contato direto com a comunidade e contratar empresas que farão este trabalho. A contratada fica responsável por solucionar os problemas nos softwares livres, como se eles fossem propriedade dela. Assim, se esta não responder às demandas de forma conveniente, a usuária estará resguardada judicialmente por um contrato.
Isto é bastante parecido com o modelo proprietário, com a diferença fundamental que a usuária poderá fazer o mesmo tipo de contrato com outra consultoria. Como o software livre não tem donos, a partir do momento que a contratada não honra o contrato, ele poderá ser rescindido e ser refeito com outra. Isto também é o mais simples de ser implementado por empresas de menor porte e pelas que estão iniciando a adoção.
Um exemplo muito bom de empresa que faz isto de uma maneira muito inteligente é a Caixa. A empresa abre licitações para contratação de consultorias em software livre, contendo exigências de que a empresa contratada tenha um número mínimo de membros ativos na comunidade. Isto, ao mesmo tempo que garante uma qualidade de serviço melhor, pois a consultoria terá pessoas qualificadas para o trabalho, contribui para que o software se fortaleça, remunerando os membros ativos e incentivando a entrada de novos.
Tornando-se parte da comunidade
Existem também algumas empresas que, de certa forma, se tornam parte da comunidade. Elas, ao invés de terem um papel passivo, tiram total proveito da liberdade do software se tornando membros ativos da comunidade, desempenhando funções de:
- Desenvolver novas funcionalidades;
- Corrigir bugs;
- Sanear dúvidas de outras pessoas;
- Gerar documentação;
Obviamente, para se fazer isso, é necessário que pessoas da empresa tenham um conhecimento mais profundo do software (especialmente nos dois primeiros casos) e que ela tenha mais experiência com o modelo colaborativos e de como lidar com a comunidade. Mas este tipo de interação se torna mais fácil quando a empresa fez algum trabalho interno que possa ser liberado para o público externo. Ela o disponibiliza para que todos possam se beneficiar dele.
Quem utiliza bastante este modelo é o Banco do Brasil. Ele faz contribuições para os softwares que usa, como o desenvolvimento de melhorias no Wine, traduções do Freemind e código e documentação do BrOffice.org. Estes trabalhos foram feitos para o atendimento de demandas internas e que, posteriormente, foram disponibilizados. Neste caso, ambas as partes ganham: todos os usuários, que contarão com um software melhor, e a própria empresa, que não precisará manter os códigos desenvolvidos por conta própria.
Além disso, algumas empresas enxergam esta forma de trabalho como algo essencial para usos em atividades críticas. Nestes casos, elas preferem absorver um conhecimento mais profundo do software para que, na ocorrência de problemas que possam comprometer a empresa de maneira mais severa, ela mesma seja capaz de resolvê-los, dando prioridade máxima a eles e sem depender da disponibilidade de empresas externas.
Concluindo
Ao utilizar software livre, será praticamente inevitável que uma empresa tenha algum tipo de interação com a sua comunidade. Mas isto, ao contrário do que muitas delas acostumadas com o modelo proprietário possa pensar, não é ruim. Isto gera uma movimentação em volta do software que trará mais garantias de sua continuidade, incentiva que mais empresas deem suporte a ele (aumentando a concorrência), melhora sua própria imagem perante o público e fica cada vez mais independente de empresas externas.
Mas deve ficar claro que não existe uma forma de interação melhor que a outra e, da mesma forma, uma forma não impossibilita outra (as empresas citadas nos exemplos interagem por diversas maneiras). Como tudo no software livre, isto que é uma questão de escolha – a empresa usuária tem o poder de escolher de qual a melhor forma para ela.
Olhando para o mercado, o que podemos ver é que a maioria das empresas têm uma atitude mais passiva. Como o software livre ainda está começando na maioria delas, estas formas de interação se tornam mais interessantes por serem mais parecidas com as do modelo proprietário do qual já estão acostumadas. Algumas têm uma atitude mais ativa, mas por terem alguns funcionários próprios que participam de projetos livres e acabam trazendo isso para seus trabalhos. De uma forma ou de outra, o importante é incentivar que as comunidades cresçam e que os softwares se fortaleçam para que o investimento feito não tenha sido em vão.
Para mais informações:
- Software livre é usado em 73% das grandes empresas no Brasil;
- Empresas e a Comunidade Software Livre;
Tags: colaboração, corporativo, empresas, negócios, software livre
Quem trabalha em TI (e possívelmente outras áreas técnicas) já devem ter ouvido falar da “Carreira em Y”. Este formato de plano de carreira prega uma progressão onde uma pessoa de perfil técnico não precisa passar desempenhar uma função administrativa (virar gerente) para subir. Ela pode continuar progredindo como um técnico até o fim de sua carreira na empresa. Isto foi criado para evitar um antigo problema enfrentado pelas empresas: perder um ótimo técnico para ganhar um péssimo gerente. É uma ideia boa, porém pouco implementada (e virou até motivo de piadas).
Pois então vou apresentá-los minha teoria sobre o que realmente acontece na grande maioria das empresas: a “Carreira em Lambda”. Explico-lhes logo abaixo.
Dividimos o lambda em dois lados: esquerdo mostra a carreira administrativa e direito a técnica. Na parte inferior da figura temos 2 inícios de carreiras para cada tipo.
Então você pergunta: “início da carreira administrativa? Mas isso não é só para gerente?” Era sim antigamente, quando só os gerentes cuidavam da papelada. Atualmente o nível de burocracia das empresas de TI é tal, que é preciso delegar um pouco deste trabalho tedioso para os subordinados.
Quem começa do lado administrativo tem vantagens, o caminho é sempre ascendente, o que o torna mais curto. Quem começa como técnico, primeiro começa a desaprender todas as boas práticas para se adaptar à estrutura da empresa e aos prazos absurdos dos projetos, até chegar ao “Vale das Desilusões”.
O “Vale das Desilusões” (nome emprestado do Hype Cycle do Gartner) representa aquele momento em que o técnico desaprendeu tanto, que se pergunta se ele escolheu a carreira certa. Neste momento, a muitos técnicos tentam migrar para a outra perna da carreira, mas a maioria persiste achando que vai melhorar.
Passado o Vale, o técnico começa a conseguir melhorar na carreira, conseguindo aos poucos reaprender e aplicar os conhecimentos no ambiente em que trabalha. É o momento de maior satisfação em sua carreira, até que ele atinge o topo e tenta passar para o nível acima (o braço técnico da carreira em Y).
Enquanto ele tenta eternamente passar para o outro nível, os seus colegas administrativos conseguem promoções e viram seus gerentes. O técnico pode passar anos neste ponto. Daí ou ele muda de emprego ou ele se dá por vencido e tenta virar gerente. A partir deste momento também é só ascensão até o momento em que o profissional está no topo da carreira da empresa. A partir daí, começa a preparação para a aposentadoria, quando ele procura não esquentar muito a cabeça até finalmente se aposentar e começar a viver de verdade.
PS: Apesar da experiência quase nula em edição gráfica, fiz este esquema rapidamente com o software livre Inkscape (e tudo sem pedir ajuda para o grande mestre do Inkscape, meu amigo Cadunico
)!
Depois de muito tempo sem escrever aqui no blog (justo agora que ele está todo bonito e com propagandas para eu poder ganhar um dindin) finalmente venho escrever mais um artigo com o intuito de ajudar outras pessoas com o conhecimento que tenho. Mas coloquei como meta escrever com uma periodicidade maior aqui. Tenho até um artigo pronto, que saiu na Revista Espírito Livre que ainda não postei! Mas chega de blá-blá-blá e vamos ao que interessa.
Algo que gosto muito de fazer é aprender coisas novas, e idiomas é algo que nunca havia me chamado atenção. Mas comecei a aprender francês, para acompanhar minha esposa, e vi como é fácil estudar idiomas pela Internet! Falarei neste artigo de 2 que estou utilizando: Livemocha e BBC Languages.
O Livemocha é um site colaborativo, onde existem cursos básicos gratuitos onde seus exercícios (falados e escritos) são corrigidos por outras pessoas. Estas pessoas podem ser seus amigos cadastrados ou não no site ou até mesmo pessoas desconhecidas que conhecem bem o idioma que está sendo estudado (neste caso, o próprio site faz algumas recomendações). A medida que você vai avançando no curso ou fazendo exercícios extras, você vai acumulando pontos (Mochapoints). Você também ganha pontos ensinando outras pessoas os idiomas que sabe, realimentando o site. É bastante divertido!
Você ainda tem a opção de adquirir, por apenas 10 dólares, um material mais completo dos cursos e ter seus exercícios corrigidos por profissionais cadastrados, mas a grande sacada do site é a interação inter-cultural que acontece. Na minha opinião, o curso gratuito oferecido é bastante interessante para quem está começando a aprender um novo idioma. Também imagino que valha a pena comprar pelo acesso ao material extra, pois é barato e vai ajudar a ter um conhecimento mais completo, mas ainda não comprei nada ainda.
Se você se interessou pelo Livemocha, não se cadastre agora! Me peça um convite que te enviarei, pois assim eu ganharei pontos e um curso de viagens (cujo preço normal é 10 dólares também)!
O site da rede de TV britânica BBC também tem uma parte dedicada ao aprendizado de idiomas. O material que eles têm é muito grande e totalmente gratuito. São vídeos, áudios, exercícios e textos que vão te ajudar a aprender ainda mais.
No entanto, a minha opinião é que este site é mais indicado se você já conhece um pouco do idioma, pois o conteúdo é um pouco mais avançado que o do Livemocha. Então o que estou fazendo é estudar Inglês por ele e o Francês vou ficar apenas no Livemocha por enquanto para depois partir para o BBC também.
Espero que minha dica ajude a formar mais poliglotas! Se você tem mais dicas de sites para estudo de idiomas online (mesmo que sejam pagos), me avise através dos comentários, pois isto me interessa muito!
Bon soir!
Um dos grandes poderes do Firefox são suas quase infinitas extensões. Para quem não conhece, extensões são espécies de plugins para o navegador que adicionam funcionalidades que não vem nele “de fábrica”. Ou seja, quando você baixa o Firefox ele é como um carro básico apenas com itens essenciais de série, mas você pode ir adicionando os itens opcionais para deixá-lo do jeito que você quer. Este artigo descreve uma extensão que conheci há algum tempo (no, infelizmente, falecido GDHCast) e a qual não consigo mais navegar sem: Read It Later.
O que é?
Basicamente, a extensão Read It Later é uma lista de links que você quer guardar para ler depois. Você tem opção de configurá-lo para salvamento offline ou online (que é o mais interessante para mim). Na segunda opção, ele salvará seus links numa conta que deverá criar no site Real It Later e, com isso, poderá visualizar a lista de links de qualquer computador que utilizar. Como eu sou um viciado em RSS (utilizo o Google Reader para ler meus feeds), existem diversos artigos que gostaria de deixar para ler em casa, então adiciono no RIL e pronto! Em casa é só sincronizar (que ele faz automaticamente), consultar a lista de links salvos, começar a ler e marcá-los como lidos.

A ideia é bastante simples e você pode até pensar “eu posso fazer isso de diversas maneiras”, mas com certeza não será de uma forma tão simples. Com uma interface limpa, ele adiciona um botão não intrusivo na barra de endereços, que serve para salvar o link na lista, ele e também facilita muito na hora da leitura. Com ele você poderá pesquisar por um link, ordená-los por diversas formas (mais novos, mais antigos, por nome, por site e até por pagerank) e conta com paginação. Além disso, você pode enviar um link que gostou para o Delicious, Digg, Reddit, StumbleUpon, favoritos do navegador, dentre muitos outros.
Funcionalidades extras
A extensão não fica só no feijão-com-arroz de salvar links e cincronizar a lista entra vários computadores. Existem duas funcionalidades que vão acabar com qualquer argumento contra:
Integração com o Google Reader – Não há dúvidas que o Google Reader seja o leitor de RSS (dentre os online e os offline) mais utilizado. Sendo assim, o RIL adiciona um link acima da estrela, que facilita muito o salvamento de links, já que o leitor de RSS é, potencialmente, o maior gerador de links para leitura futura.

Leitura offline – Com se tudo o que foi dito não bastasse, que tal salvar os links para lê-los mesmo quando você não tiver acesso à Internet?
Espero que a dica ajude a todos os RSS-maníacos (como eu) a ter uma leitura mais produtiva!
Tags: extensao, firefox, read it later, rss
Este mês teremos no Rio de Janeiro dois grandes eventos de software livre: Software Freedom Day e Fórum de Tecnologia em Software Livre do SERPRO RJ. Uma oportunidade única para quem quer aprender um pouco mais sobre tecnologias de ponta e software livres que estão mudando a realidade da tecnologia no mundo todo. E tudo de graça!
Software Freedom Day
O Software Freedom Day é um evento anual e mundial, organizado localmente por equipes voluntárias no mesmo dia. Com o patrocínio de Canonical (Ubuntu), Google e Red Hat (Fedora) e parceria com Linux Magazine e Free Software Foundation (FSF), é um dos evento que tem se tornado mais importante a cada ano. A edição do Rio de Janeiro será em Niterói (não é no Rio, mas é do lado
), na UFF e está contando com apoio da Sun Microsystems.
Dentre as atrações, você contará com palestras e mini-cursos de diversos assuntos como linguagens de programação, computação gráfica, TV Digital e até programação para Playstation 3!!! Entre no site, veja a programação completa e faça sua inscrição. O evento será no sábado dia 19 de setembro.
Fórum de Tecnologia em Software Livre do SERPRO RJ
O Fórum de Tecnologia em Software Livre do SERPRO é um evento itinerante, que já ocorreu e irá acontecer em outras capitais do país. Esta é a primeira vez que a capital fluminense sedia o evento e a programação está imperdível!
Serão 3 dias de palestras com variados temas, como: Ruby On Rails, Cloud Computing, Scrum, Web2Py, Blender 3D e ODF, além da realização de 9 mini-cursos, com capacidade para 40 pessoas em cada um, dentre os quais: AndroMDA, Shell, InkScape, Python, Zend Framework e PyS60. Veja a programação detalhada no site do evento e faça sua inscrição. As inscrições nos mini-cursos já estão se esgotando. O evento será nos dias 15 ao 17 (terça a quinta) de setembro.
Tags: evento, software livre
Esta é a segunda e última parte do artigo. Então, primeiro leia a primeira parte.
No fim da primeira parte, eu disse que o software livre resolve o problema do não compartilhamento de conhecimento que acontece com diversos softwares, mas vamos entender isto melhor.
O que é Software Livre?
Na definição da Free Software Foundation (Fundação Software Livre), um software é livre quando garante 4 liberdades:
- Liberdade de rodar o programa para qualquer propósito;
- Liberdade de estudar como o programa funciona e modificá-lo para que faça o que quiser (acesso ao código-fonte é uma precondição para esta liberdade);
- Liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar o seu próximo;
- Liberdade de melhorar o programa e publicar sua versão modificada ao público, para que todo a comunidade possa se beneficiar (acesso ao código-fonte também é uma precondição para esta liberdade).
Todo o software (livre ou não) possui uma licença de uso – um software é livre quando sua licença de uso garante todas essas liberdades. E mais, um software livre não necessariamente foi criado desta forma. Existem diversos softwares que nasceram proprietários e tiveram sua licença alterada – é uma questão de escolha de seus donos. Veja alguns exemplos:
- Linux: somente em 1992 Linus Torvalds mudou sua licença, abandonando a cláusula que proibia seu uso comercial e adotando a GPL (Licença Pública GNU);
- Mozilla: criado a partir do Netscape e hoje evoluiu para o Firefox;
- OpenOffice.org: criado a partir do StarOffice da Sun;
- Blender: seu código-fonte foi comprado em 2002 diante da falência da companhia NaN.
História resumida do software livre
- 1983 - Richard (Matthew) Stallman lança o Projeto GNU;
- 1984 - Stallman abandona seu emprego no MIT para dedicação integral ao Projeto GNU;
- 1985 - Fundação da Free Software Foundation, por Stallman;
- 1991 - Linus Torvalds, desenvolve a peça que faltava para o sistema operacional GNU: o kernel (Linux), que, favorecido pelo ambiente colaborativo propiciado pela Internet, se desenvolveu muito rapidamente.
Podemos ver que num software livre (com as 4 liberdades garantidas), seu conhecimento não ficará restrito a um grupo pequeno de pessoas e poderá ser compartilhado com qualquer pessoa! Poderá ser melhorado ao gosto de cada um, como a receita de bolo compartilhada entre amigos. No entanto, se aplicarmos a regra do software proprietário às receitas de bolo, seria inaceitável um comportamento como pedir uma receita – você poderia ser preso por isso! Parece um absurdo completo, mas várias formas de conhecimento são tratadas desta forma. Alguns exemplos são: música, livros, filmes e software. Existem os direitos de cópia (copyright) e os direitos autorais, mas isso é assunto para outro artigo (teremos uma palestra sobre este assunto no GNUGRAF também).
Desta forma você pode pensar: “além das coisas cotidianas (como receitas de bolo) e do software livre, existe alguma forma de conhecimento nos dias de hoje que não seja restritivo?”A resposta é sim! A pesquisa científica vêm trabalhando há séculos com um modelo baseado em livre exposição de pensamentos, onde os autores são reconhecidos por mérito. Onde o trabalho de um acaba, começa o de outro e, assim, a humanidade foi evoluindo. Como disse Isaac Newton no século XVII:
Se vi mais longe foi por estar sobre ombros de gigantes.
Com tudo isso mostrado, podemos chegar à nossa segunda conclusão: Se software é conhecimento, …
“Software livre é conhecimento livre!”
Vantagens do software livre
Podemos entender os impactos positivos da produção e uso de software livre em quatro perspectivas: social, técnica, política e estratégica.
Do ponto de vista social (algumas vezes chamado de “filosófico” ou “ideológico”):
- Reaproveitamento de ideias;
- Conhecimento acessível a qualquer pessoa;
- Geração de trabalhos baseados;
- Colaboração entre pessoas;
- Ferramenta de estudo e pesquisa.
Do ponto de vista técnico:
- Permite evolução competitiva, rápida e sólida (correção de erros ou bugs);
- Maior segurança, por se saber o que está sendo executado;
- Software é evoluído por necessidades técnicas e não financeiras;
- Garante permanente compatibilidade entre os produtos das diversas versões, caso contrário, a continuação da versão anterior;
- Aderência a padrões abertos (como ODF, usado no OpenOffice.org, e HTML, usado para se fazer sites web).
Do ponto de vista político:
- Inclusão digital;
- Vantagens pedagógicas (transformando os alunos em produtores e não só consumidores, não obriga o aluno utilizar softwares pelos quais não poderá comprar e prega aos jovens uma visão de colaboração do mundo);
- Modelo economicamente sustentável;
- Desenvolvimento distribuído gera ganhos financeiros e tecnológicos localmente;
- Soberania nacional.
Do ponto de vista estratégico (empresas e governos):
- Independência de fornecedores;
- Economia (não necessidade de compra de licença de uso);
- Garantia de manutenção em caso de descontinuidade;
- Possibilidade de desenvolver funcionalidades que considera mais prioritárias.
Espero que tenham gostado e aguardo os comentários! Além disso, se morar no Rio de Janeiro, não deixe de ir ao GNUGRAF. É de graça e teremos diversas palestras e mini-cursos como profissionais de qualidade das áreas multimídia. Bem, eu vou ajudar no evento, mas não vou perder as atividades relacionadas à produção musical
. Grande abraço!
Tags: conhecimento livre, software livre
Antes de mais nada, devo dizer que este artigo é uma preparação para a apresentação que irei fazer no II GNUGRAF e é baseado na excelente palestra do professor Eurico Zimbres, da faculdade de Geologia da UERJ, grande ativista do software livre no Rio de Janeiro. Então segue o artigo e espero seus comentários a respeito, para que a palestra fique mais rica.
O que é software?
Quando alguém fala em software, qual a primeira coisa que lhe vem a mente? A grande maioria das pessoas pensará em algo útil para executar uma tarefa no computador. Desenvolvedores de software, poderão pensar também em como ele foi feito – no seu código-fonte. Vejamos então a definição provida pela Wikipédia:
Software ou logiciário é uma sequência de instruções a serem seguidas e/ou executadas, na manipulação, redirecionamento ou modificação de um dado/informação ou acontecimento.
Resumindo de uma forma bem simples, software é como se fosse uma “receita de bolo” escrito de forma que o computador entenda. Assim, o resultado final (o “algo útil” citado anteriormente) seria exatamente o “bolo” feito pelo computador. Veja um exemplo de programa escrito na linguagem C:
#include <stdio.h>
int main(void)
{
int count;
for(count=1;count<=500;count++)
printf("Conhecimento tem que ser livre!");
return 0;
}
Para você que não entende a linguagem, este programa escreve na tela do computador 500 vezes a frase “Conhecimento tem que ser livre!”. Melhor dizendo, este programa é uma “receita” que, ao ser lida pelo computador, diz a ele como escrever a frase 500 vezes. Obviamente, esta não é a única forma de se fazer isso! Você pode escrever em outra linguagem que o programador tenha mais fluência ou adicionar mais tempero (escrever o texto colorido) ou ainda gastando mais ingredientes (gastando mais memória para fazer a mesma coisa).
Agora vamos fazer uma pequena brincadeira – leia o seguinte texto, escrito em Alemão:
Meiner lieber Seele, der vergangen is
So frueh aus dieses Leben, unzufrieden,
Ruehe in den Himmel ewig
Und lebe Ich hier auf dieser Erde immer traurig
Se você é fluente em Alemão tanto quanto é na linguagem C, então a dúvida foi a mesma
. Mas, se traduzirmos o texto para o português:
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente,
Repousa lá no Céu eternamente,
E viva eu cá na terra sempre triste.
Luís de Camões
Assim como a literatura, software e receitas de bolo são expressões de conhecimento. Uma receita de bolo foi feita com o conhecimento gerado de uma pessoa entendida sobre fabricação de bolos. Por isso, quando você vai à casa de um amigo e come um delicioso bolo feito por ele, você prontamente já pede a receita, afinal, com ela em mãos, você poderá fazê-lo e adaptá-lo ao seu gosto, deixando-o ainda melhor. Para o software é a mesma coisa! Desta forma, chegamos à nossa primeira conclusão:
“Software é conhecimento!”
Nosso programa exemplo foi bastante simples, mas imagine a quantidade de conhecimento que existe num software como o GIMP, o Inkscape, o Ardour e tantos outros! O problema é que, infelizmente, o código-fonte de vários softwares não está disponível, restringindo todo o conhecimento a um pequeno grupo de pessoas. Para resolver esta situação que foi criado o software livre, mas isso será o assunto da segunda parte do artigo. Não deixe de ler!
Tags: conhecimento livre, software livre
Nos próximos dias 22 e 23 de agosto acontecerá no Rio de Janeiro a segunda edição do evento GNUGRAF. Este é um evento focado em profissionais e entusiastas das áreas de multimídia (como produção de áudio, produção de vídeo, edição de imagens, edição gráfica e animação 2D e 3D), onde serão apresentadas as opções baseadas em software livre. Na edição deste ano contará com algumas novidades, como os 12 minicursos que acontecerão simultaneamente com as 16 palestras e um espaço aberto com um projetor onde o próprio público pode fazer palestras que não estão no cronograma oficial.
Para maiores informações acesse o site http://www.gnugraf.org/ e não perca esta oportunidade de aprender a usar ferramentas de qualidade, gratuitas e livres, além de poder conhecer mais sobre software livre (palestra que eu apresentarei)!
Tags: animação 2D, animação 3D, conhecimento livre, edição de imagens, edição gráfica, evento, gnugraf, produção de áudio, produção de vídeo, software livre
Qual sistema de controle de versão você usa? Subversion? Git? Você deveria usar o Clearcase – você terá muito mais tempo livre! Se você conhece a “velocíssima” ferramenta da IBM, deve estar se perguntando: “WTF?!”
Imagine-se desenvolvendo um software com o Clearcase. A cada operação, você tem que esperar por volta de 4 segundos para que ela termine. Como você deve desbloquear cada arquivo que irá modificar, você (esperto) já vai fazer de cara o desbloqueio (“checkout”) para vários arquivo de uma vez! Com o tempo desta operação, você já pode abrir o Firefox e ler algumas notícias.
Mas não é só isso! Além da sua “incrível” agilidade, seu down-time (tempo que fica fora do ar) é muito alto, por mais que a equipe de administração da ferramenta seja compentente. Desta forma, você pode criar uma conta no Wordpress e praticar um pouco a escrita. Este artigo, por exemplo, foi escrito e revisado durante o tempo livre que ganhei com a ferramenta
Desta forma, quando for escolher sua ferramenta de versionamento de código, escolha o Clearcase ao invés das ferramentas open source que funcionam bem e são ágeis (além de serem mais baratas). Nenhuma outra usa o paradigma Slow Down (algo como “diminua a velocidade”), o que faz muito bem para a saúde. Além disso, sua cultura geral e português irão melhorar bastante, te preparando para o próximo concurso público




