Meu ZTD: como o Zen To Done está mudando minha vida

Era uma vez, uma pessoa muito desorganizada. Esta pessoa tinha a caixa de e-mail lotada e bagunçada, tentava tocar vários projetos ao mesmo tempo, deixava papéis jogados em todos os lugares e, pior de tudo, dependia de sua memória para se lembrar de quase tudo! O resultado desta bagunça não era todos os projetos realizados com sucesso (apesar de alguns, milagrosamente, serem), mas sim estresse.

Foi então que, no Flisol 2011, do meu amigo Oscar Marques que fez a mudança na minha vida. Sua dica: ZTD.

Eu já havia tentado a metodologia GTD, mas não tive fôlego suficiente e fracassei. Mas o ZTD, com seu foco em mudanças graduais, caiu como uma luva para mim. O resultado final é parecido com o GTD, mas é muito mais fácil de se implementar!

Implementando os hábitos

O primeiro hábito do ZTD é “capture”. Ele diz que você deve escrever tudo e tirar tudo da cabeça. Assim eu fiz. A sensação de alívio por acabar com a “bagunça mental” que vinha sentindo não tem preço. Meu estresse diminuiu, no mínimo, pela metade. Hoje fico pensando por que não fazia antes esta coisa tão simples?

Atualmente estou implementando o segundo hábito: “processe”. Nele você deve manter sempre suas caixas de entrada sempre vazias e processá-las em períodos fixos do dia, até a última mensagem. Implementá-la foi bem mais difícil, pois o meu e-mail era uma zona e cheguei a cogitar pular este hábito e deixando-o para depois. Mas, com ajuda do ActiveInbox, consegui retomar o controle do meu e-mail novamente!

Mudanças na minha vida

Ainda estou no meio da implementação do segundo hábito e já consigo sentir as mudanças.

  1. Não esqueço de mais nada importante, porque está tudo escrito;
  2. minha cabeça está mais leve e livre para pensar em coisas mais importantes do que “tenho que lembrar de ir na farmácia hoje”;
  3. minha caixa de e-mail está trabalhando ao meu favor e me deixa mais confiante para tocar os meus projetos, como o Hack’n Rio.

Mensagem para quem não se interessa pelo assunto

Sei que este artigo foi totalmente diferente do que eu costumo escrever no blog e podem ter pessoas querem ler sobre isto. Se você é uma delas, não precisa descadastrar o RSS do seu leitor ou remover a inscrição por e-mail! Vou continuar escrevendo sobre os assuntos de sempre, mas certamente haverão mais artigos sobre a minha implementação do ZTD. Nestes artigos, vou manter um padrão do título sempre começar com ”Meu ZTD:”. Sendo assim, se você não se interessar, pode simplesmente descartar o post de cara e minha tentativa de ficar mais produtivo não vai atrapalhar a produtividade de ninguém :)

Links interessantes

Configurando PulseAudio com Jack no Ubuntu 10.04

Aqui no blog estão faltando artigos a respeito de música (afinal, o subtítulo dele diz que este é um dos assuntos) e estou pretendendo mudar isto. Estou preparando um artigo legal que espero publicar em breve, mas, por hora, vou publicar uma dica rápida e útil para quem trabalha ou pretende trabalhar com música no Linux: que é a integração do Jack com o PulseAudio, que é padrão em diversas distribuições.

Para quem não conhece, o Jack é um servidor de áudio para Linux e MacOS X sensacional, desenvolvido para trabalho profissional de edição e produção de áudio. Ele provê baxíssima latência e funciona como uma mesa de som virtual, permitindo que você faça vários programas isolados trabalharem em conjunto de forma fácil. O problema é que, quando ele está rodando, todos os seus softwares que utilizam o PulseAudio param de emitir som. Isto atrapalha muito, pois às vezes estamos gravando alguma coisa e queremos ouvir uma MP3 no programa padrão do computador ou assistir um vídeo no YouTube e não isto não será possível até que o Jack seja encerrado. É para resolver este problema que existe o pacote “pulseaudio-module-jack”, fazendo com que o PulSeAudio repasse para o Jack o audio, acabando com este inconveniente!

Já existem alguns tutoriais na Internet explicando isto, mas nenhum funcionou 100% para mim. Então segue o que fiz para funcionar no meu computador:

1) Instalando o pulseaudio-module-jack

Pode utilizar Ubuntu Software Center (se preferir a interface gráfica) ou copiar e colar o comando abaixo no Terminal:

sudo apt-get install  pulseaudio-module-jack

2) Copiando configurações padrão do PulseAudio

Utilize o comando abaixo para copiar o arquivo de configurações padrão do PulseAudio para o seu diretório de usuário:

cp /etc/pulse/default.pa ~/.pulse/pulsejack.pa

3) Configurando o PulseAudio para usar o Jack

Abra o arquivo criado no passo anterior no seu editor de texto favorito (eu gosto do Gedit) e modifique as seguintes linhas:

### Load audio drivers statically (it is probably better to not load
### these drivers manually, but instead use module-hal-detect --
### see below -- for doing this automatically)
#load-module module-alsa-sink
#load-module module-alsa-source device=hw:1,0
#load-module module-oss device="/dev/dsp" sink_name=output source_name=input
#load-module module-oss-mmap device="/dev/dsp" sink_name=output source_name=input
#load-module module-null-sink
#load-module module-pipe-sink

### Automatically load driver modules depending on the hardware available
.ifexists module-hal-detect.so
load-module module-hal-detect
.else
### Alternatively use the static hardware detection module (for systems that
### lack HAL support)
load-module module-detect
.endif

para que fiquem assim:

### Load audio drivers statically (it is probably better to not load
### these drivers manually, but instead use module-hal-detect --
### see below -- for doing this automatically)
#load-module module-alsa-sink
#load-module module-alsa-source device=hw:1,0
#load-module module-oss device="/dev/dsp" sink_name=output source_name=input
#load-module module-oss-mmap device="/dev/dsp" sink_name=output source_name=input
#load-module module-null-sink
#load-module module-pipe-sink
load-module module-jack-source
load-module module-jack-sink

### Automatically load driver modules depending on the hardware available
#.ifexists module-hal-detect.so
#load-module module-hal-detect
#.else
### Alternatively use the static hardware detection module (for systems that
### lack HAL support)
#load-module module-detect
#.endif

4) Parando o PulseAudio e fazer com que ele não inicie automaticamente

A configuração padrão do PulseAudio no Ubuntu faz com que ele inicie automaticamente caso ele seja fechado. No nosso caso este não é o comportamento desejado, pois o Jack tem que pará-lo para reiniciá-lo com as configurações feitas no passo anterior. Então rode o comando abaixo para reconfigurar o PulseAudio:

echo "autospawn = no" > ~/.pulse/client.conf

5) Configure o Jack

Agora só basta dizer para o Jack reiniciar o PulseAudio com as novas configurações quando ele estiver ativo e voltar para o comportamento padrão com ele estiver inativo. Para fazer isto, abra o Jack Control, entre em “Settings…” e vá para a aba “Options”. Nesta aba, mude as configurações para as seguintes:

Configurações do Jack

Pronto, agora nunca mais perderá o som dos aplicativos padrão depois de iniciar o Jack para trabalhar com áudio!

Créditos: Este tutorial foi feito baseado neste que foi encontrado através deste.

Aprendendo idiomas online

Depois de muito tempo sem escrever aqui no blog (justo agora que ele está todo bonito e com propagandas para eu poder ganhar um dindin) finalmente venho escrever mais um artigo com o intuito de ajudar outras pessoas com o conhecimento que tenho. Mas coloquei como meta escrever com uma periodicidade maior aqui. Tenho até um artigo pronto, que saiu na Revista Espírito Livre que ainda não postei! Mas chega de blá-blá-blá e vamos ao que interessa. ;)

Algo que gosto muito de fazer é aprender coisas novas, e idiomas é algo que nunca havia me chamado atenção. Mas comecei a aprender francês, para acompanhar minha esposa, e vi como é fácil estudar idiomas pela Internet! Falarei neste artigo de 2 que estou utilizando: Livemocha e BBC Languages.

Livemocha

O Livemocha é um site colaborativo, onde existem cursos básicos gratuitos onde seus exercícios (falados e escritos) são corrigidos por outras pessoas. Estas pessoas podem ser seus amigos cadastrados ou não no site ou até mesmo pessoas desconhecidas que conhecem bem o idioma que está sendo estudado (neste caso, o próprio site faz algumas recomendações). A medida que você vai avançando no curso ou fazendo exercícios extras, você vai acumulando pontos (Mochapoints). Você também ganha pontos ensinando outras pessoas os idiomas que sabe, realimentando o site. É bastante divertido!

Você ainda tem a opção de adquirir, por apenas 10 dólares, um material mais completo dos cursos e ter seus exercícios corrigidos por profissionais cadastrados, mas a grande sacada do site é a interação inter-cultural que acontece. Na minha opinião, o curso gratuito oferecido é bastante interessante para quem está começando a aprender um novo idioma. Também imagino que valha a pena comprar pelo acesso ao material extra, pois é barato e vai ajudar a ter um conhecimento mais completo, mas ainda não comprei nada ainda.

Se você se interessou pelo Livemocha, não se cadastre agora! Me peça um convite que te enviarei, pois assim eu ganharei pontos e um curso de viagens (cujo preço normal é 10 dólares também)!

BBC Languages

O site da rede de TV britânica BBC também tem uma parte dedicada ao aprendizado de idiomas. O material que eles têm é muito grande e totalmente gratuito. São vídeos, áudios, exercícios e textos que vão te ajudar a aprender ainda mais.

No entanto, a minha opinião é que este site é mais indicado se você já conhece um pouco do idioma, pois o conteúdo é um pouco mais avançado que o do Livemocha. Então o que estou fazendo é estudar Inglês por ele e o Francês vou ficar apenas no Livemocha por enquanto para depois partir para o BBC também.

Espero que minha dica ajude a formar mais poliglotas! Se você tem mais dicas de sites para estudo de idiomas online (mesmo que sejam pagos), me avise através dos comentários, pois isto me interessa muito!

Bon soir!

Read It Later: minha nova extensão para Firefox preferida

Um dos grandes poderes do Firefox são suas quase infinitas extensões. Para quem não conhece, extensões são espécies de plugins para o navegador que adicionam funcionalidades que não vem nele “de fábrica”. Ou seja, quando você baixa o Firefox ele é como um carro básico apenas com itens essenciais de série, mas você pode ir adicionando os itens opcionais para deixá-lo do jeito que você quer. Este artigo descreve uma extensão que conheci há algum tempo (no, infelizmente, falecido GDHCast) e a qual não consigo mais navegar sem: Read It Later.

O que é?

Basicamente, a extensão Read It Later é uma lista de links que você quer guardar para ler depois. Você tem opção de configurá-lo para salvamento offline ou online (que é o mais interessante para mim). Na segunda opção, ele salvará seus links numa conta que deverá criar no site Real It Later e, com isso, poderá visualizar a lista de links de qualquer computador que utilizar. Como eu sou um viciado em RSS (utilizo o Google Reader para ler meus feeds), existem diversos artigos que gostaria de deixar para ler em casa, então adiciono no RIL e pronto! Em casa é só sincronizar (que ele faz automaticamente), consultar a lista de links salvos, começar a ler e marcá-los como lidos.

read-it-later

A ideia é bastante simples e você pode até pensar “eu posso fazer isso de diversas maneiras”, mas com certeza não será de uma forma tão simples. Com uma interface limpa, ele adiciona um botão não intrusivo na barra de endereços, que serve para salvar o link na lista, ele e também facilita muito na hora da leitura. Com ele você poderá pesquisar por um link, ordená-los por diversas formas (mais novos, mais antigos, por nome, por site e até por pagerank) e conta com paginação. Além disso, você pode enviar um link que gostou para o Delicious, Digg, Reddit, StumbleUpon, favoritos do navegador, dentre muitos outros.

Funcionalidades extras

A extensão não fica só no feijão-com-arroz de salvar links e cincronizar a lista entra vários computadores. Existem duas funcionalidades que vão acabar com qualquer argumento contra:

Integração com o Google Reader – Não há dúvidas que o Google Reader seja o leitor de RSS (dentre os online e os offline) mais utilizado. Sendo assim, o RIL adiciona um link acima da estrela, que facilita muito o salvamento de links, já que o leitor de RSS é, potencialmente, o maior gerador de links para leitura futura.

read-it-later-greader

Leitura offline – Com se tudo o que foi dito não bastasse, que tal salvar os links para lê-los mesmo quando você não tiver acesso à Internet?

Espero que a dica ajude a todos os RSS-maníacos (como eu) a ter uma leitura mais produtiva!

Task Coach: ótimo software de gestão de tarefas

Ultimamente tenho usado em meu trabalho um programinha muito interessante para medir gestão de tarefas: o Task Coach. Ele é livre, feito em Python (ou seja, multi-plataforma), bastante completo e simples de usar. Aí alguém vai perguntar: “mas qual é a diferença dele para o ótimo site Remember The Milk?” Remember The Milk é imbatível para tarefas que tem um prazo para serem concluídos, até por ser web, e estar disponível em qualquer lugar, e suas excelentes opções de notificação. Isso é algo que o Task Coach também faz, mas seu principal atrativo (na minha opinião) é contador de esforço.

O contador de esforço é algo especialmente importante no trabalho, pois nos permite ver quanto tempo estamos nos dedicando a cada tarefa. E seu funcionamento é muito simples:

  1. Na primeira vez que abrir o programa, feche a janela “Categories”;
  2. Clique no menu “View”, “New Viewer” e na opção “Effort” (é aí que as coisas começam a ficar interessantes);
  3. Se preferir (como eu), coloque a janela “Tasks” do lado esquerdo;
  4. Cadastre todas as suas tarefas (inclusive “Ler e-mail/Notícias no Google Reader” :) );
  5. Para começar a contar o esforço, é só clicar no botão “Start tracking effort” (com ícone de um relógio);
  6. Para parar de contar, clique no botão ao lado “Stop tracking effort”;

Para ficar ainda melhor, vá em “Edit” -> “Preferences”:

  • Na seção “Window behavior”, habilite as opções “Hide main window when iconized” e “Minimize main window when closed”: isto fará com que ele fique sempre aberto, sem incomodar como uma janela aberta;
  • Na seção “Files”, habilite a opção”Auto save after every change”: isto fará com que ele salve as informações a cada ação.

Utilize como um software de produtividade pessoal  ao invés de pensar nela como “a arma que seu gerente precisava”. Ainda estou me acostumando a contabilizar corretamente todas as minhas atividades, mas a praticidade da ferramenta ajuda muito!