Ubuntu Global Jam Brasil: participe!

Lendo este post do blog do Jono Bacon, tomei conhecimento do Ubuntu Global Jam. Me interessei bastante no evento e, como vi que não estava havendo nenhuma movimentação no Brasil, resolvi agitar um pouco o pessoal das listas que participo. A aceitação foi boa, mesmo daqueles que não usam o Ubuntu!

Se você leu o post do blog do Jono Bacon, deve ter visto que o Global Jam é um evento focado em contribuição para o projeto. Você não precisa ser desenvolvedor, podendo traduzir, procurar bugs e melhorar a documentação. Tudo isto pode ser feito em casa, mas gostaria de poder contar com um encontro presencial em pelo menos um dos dias, pois assim poderia também aprender, conhecer novas pessoas e reencontrar outras. Foi então que, mais uma vez, o Turicas ofereceu de tentar conseguir um espaço na UFF em Niterói-RJ para a gente (valeu, Turicas!).

E aí? Se interessou? Leia mais a respeito sobre o evento e entre no grupo de discussão. Mesmo que more em outro estado, participe online! Vamos tirar esta semana para acertar os detalhes e mostrar a força da comunidade brasileira! Lembre-se que é neste fim de semana!

Para Stallman “Apple é o verdadeiro inimigo público nº 1″

Outro dia li uma reportagem da IDGNow! a respeito de uma declaração dada pelo o fundador do movimento de software livre, Richard Stallman, sobre ele considerar a Apple ainda pior que a Microsoft na tentativa de retirar as liberdades de seus usuários e ele a considera “o verdadeiro inimigo público nº 1″. Por mais que eu seja contra este tipo de declaração “anti-quaquer um” (ainda mais utilizando a expressão “inimigo nº 1″), minha opinião é que o Stallman não deixa de ter certa razão.

Richard Stallman

Algo que sempre digo com as pessoas próximas a mim é que a principal diferença entre a Microsoft e a Apple é que a última faz produtos de qualidade.  Mas eu realmente acho que a empresa do Steve Jobs se preocupa mais em tirar a liberdade dos seus usuários do que a do Bill Gates. Veja alguns exemplos:

  1. o iPod salva suas músicas numa estrutura de pastas e arquivos ininteligível, só para o usuário ter que utilizar um software proprietário deles (iTunes);
  2. o programa de fotos do MacOS, segundo um amigo meu,  importa suas fotos para um formato proprietário que somente ele mesmo consegue ler depois;
  3. o iPhone, segundo outro amigo meu, não é possível exportar sua lista de contatos do telefone (agora ele não consegue trocar de aparelho)

Contei estas histórias não para “queimar o filme” da Apple, mas para ilustrar o que eu quero dizer sobre “tirar a liberdade do usuário”.

Outra coisa interessante do artigo foi a respeito da qualidade do marketing da Apple, que realmente é muito bom. Ele é tão bom que até pessoas com conhecimento técnico às vezes acham que tem coisas que só eles conseguem fazer! Mais uma vez, vou ilustrar com alguns exemplos.

  1. As pessoas costuma fazer é em relação a qualidade das peças, como a tela de um Macbook (o notebook da Apple). Mas, se você comprar um notebook que qualquer marca que tenha uma tela LED, você terá exatamente a mesma qualidade!
  2. O iPhone tem uma tela sensível ao toque muito boa e as pessoas costumam achar que só ele tem. Comprei há pouco tempo um smartphone (com Android – artigos estão por vir :P ) com uma tela com touchscreen capacitivo (como do aparelho da Apple) e várias pessoas ficaram espantadas pela sensibilidade da tela.

Algo que tem que ficar claro é que a Apple não fabrica hardware! Eles são apenas bastante seletivos na escolha das peças que formarão seus produtos, selecionando sempre componentes de alta qualidade (e, consequentemente, alto preço), mas eles são os mesmos de qualquer outro aparelho topo de linha do mercado. Esta seletividade faz parte do seu marketing, pois um produto de sua grife sempre estará estampado que tem alta qualidade (ou nem tanto) e é caro – normalmente até muito mais caro que outras marcas, mas com a mesma qualidade.

Então podemos dizer que a única diferença é o software e neste quesito, sejamos justos, eles são realmente bons, principalmente quando se fala de interface gráfica. Tanto o iPod revolucionou o mercado de tocadores de música portáteis quanto o o iPhone revolucionou o mercado de smartphones. Este último, então, criou uma nova tendência em todo o mercado de como se criar interfaces para dispositivos móveis – algo como o conceito de janelas no desktop criado pela Xerox, roubado pela Apple e popularizado pela Microsoft.

Concluindo, o objetivo deste artigo foi abrir um pouco os olhos das pessoas e ajudar a detonar estes mitos que rodeam os produtos da empresa da maçã mordida de forma que não corram o risco de se verem no futuro numa prisão tecnológica sem terem sido avisadas antes. Quero deixar claro que não estou condenando ninguém por comprar produtos da Apple, pois cada um deve fazer suas escolhas baseado nos aspectos que considera importante e colocá-los numa balança. Eu, por exemplo, prezo muito pela minha liberdade de escolha e é provável que eu nunca vá comprar nada deles, pois isto vai pesar mais. A interoperabilidade com Linux para mim também é um fator crucial em todas as minhas escolhas.

E sobre o Stallman, acho que ele está apenas cumprindo o papel dele de fundador do movimento de software livre (um pouco radical demais, mas cada um tem seus métodos). Temos que ver que ele carrega um fardo bem grande e que, por mais que ele possa gostar, ele nunca poderia comprar um iPhone, por exemplo, sob o risco de desmoralizar tudo pelo que sempre lutou.

Veja também:

Colaboração no mundo dos negócios

Este artigo foi publicado originalmente na edição n.8 da Revista Espírito Livre, lançada em Novembro de 2009. Sempre que posso recomendo a leitura da revista, que é gratuita e de ótima qualidade! Veja neste link todas as edições e tenha uma boa leitura. Segue o meu artigo.

A cada dia, mais empresas começam a enxergar o software livre como uma opção viável e estratégica para seus negócios, gerando independência de fornecedores e economia. No modelo proprietário, existe a figura do fornecedor, que dá suporte a problemas e consultoria, figura esta que normalmente não existe no modelo livre. Algumas vezes, existem empresas especializadas em prestar serviços a determinados softwares livres, mas, o que acontece na maioria dos casos, é que a comunidade é seu principal mantenedor, tornando necessária a interação da empresa usuária com ela.

Esta interação pode ser feita de várias formas, cabendo à empresa decidir como a fará, mas elas podem ser enquadradas em alguma destas três categorias:

  1. ter contato direto com a comunidade;
  2. terceirizar este contato;
  3. se tornar parte da comunidade;

Contato direto com a comunidade

Normalmente feito por empresas de maior porte, é quando ela decide que irá interagir diretamente com os desenvolvedores do software. Na prática, isto normalmente significa que um grupo de pessoas da área de TI desempenhará funções de:

  1. Reporte de problemas (bugs);
  2. Pedidos de novas funcionalidades;
  3. Repasse de dúvidas para a comunidade;

O problema deste tipo de interação é que é bastante passiva e não trás garantias de que a resposta será adequada ao nível de severidade que um possível problema possa ter. Ele é parecido com o modelo proprietário, onde estas mesmas interações são com a fornecedora do software, mas, neste caso, não existe contrato para poder cobrar judicialmente uma resposta adequada.

Esta forma de interação normalmente é o mais comum de ser visualizado por quem está começando com software livre (e que acaba gerando a famosa pergunta “quem dá suporte?”). Apesar disso, o risco é menor quando a empresa usuária já é experiente neste assunto e sabe lidar melhor com a comunidade.

No entanto, este tipo de interação pode ser interessante para casos menos críticos, como pequenos aplicativos livres. Como isto não irá interromper nenhum serviço crítico, o seu uso torna-se seguro, mesmo contando apenas com o suporte informal.

Mas não é interessante que a empresa apenas “sugue” o trabalho desenvolvido colaborativamente. Elas normalmente dão um retorno para o projeto, como doações ou publicidade. Neste último caso, o próprio fato de uma empresa com nome de peso estar utilizando um software livre, já o torna mais conhecido, trazendo para a sua comunidade mais pessoas interessadas em contribuir.

Para softwares maiores, também podem ser feitos patrocínios ou organização de eventos. Um exemplo de empresa que faz bastante isto é o SERPRO. Este órgão é um dos maiores usuários da linguagem Python e sempre que possível patrocina os eventos da comunidade no Brasil. Ele é, inclusive, um dos grandes responsáveis pela popularização da linguagem no nosso país.

Nos casos onde são necessários desenvolvimentos, como correção de bugs e implementação de novas funcionalidades, empresas usuárias às vezes fazem pagamentos diretos para um desenvolvedor ativo do software fazer o trabalho necessário. Esta solução se aproxima com o que viremos a seguir.

Terceirizando o contato

Uma empresa também pode escolher por não ter nenhum contato direto com a comunidade e contratar empresas que farão este trabalho. A contratada fica responsável por solucionar os problemas nos softwares livres, como se eles fossem propriedade dela. Assim, se esta não responder às demandas de forma conveniente, a usuária estará resguardada judicialmente por um contrato.

Isto é bastante parecido com o modelo proprietário, com a diferença fundamental que a usuária poderá fazer o mesmo tipo de contrato com outra consultoria. Como o software livre não tem donos, a partir do momento que a contratada não honra o contrato, ele poderá ser rescindido e ser refeito com outra. Isto também é o mais simples de ser implementado por empresas de menor porte e pelas que estão iniciando a adoção.

Um exemplo muito bom de empresa que faz isto de uma maneira muito inteligente é a Caixa. A empresa abre licitações para contratação de consultorias em software livre, contendo exigências de que a empresa contratada tenha um número mínimo de membros ativos na comunidade. Isto, ao mesmo tempo que garante uma qualidade de serviço melhor, pois a consultoria terá pessoas qualificadas para o trabalho, contribui para que o software se fortaleça, remunerando os membros ativos e incentivando a entrada de novos.

Tornando-se parte da comunidade

Existem também algumas empresas que, de certa forma, se tornam parte da comunidade. Elas, ao invés de terem um papel passivo, tiram total proveito da liberdade do software se tornando membros ativos da comunidade, desempenhando funções de:

  1. Desenvolver novas funcionalidades;
  2. Corrigir bugs;
  3. Sanear dúvidas de outras pessoas;
  4. Gerar documentação;

Obviamente, para se fazer isso, é necessário que pessoas da empresa tenham um conhecimento mais profundo do software (especialmente nos dois primeiros casos) e que ela tenha mais experiência com o modelo colaborativos e de como lidar com a comunidade. Mas este tipo de interação se torna mais fácil quando a empresa fez algum trabalho interno que possa ser liberado para o público externo. Ela o disponibiliza para que todos possam se beneficiar dele.

Quem utiliza bastante este modelo é o Banco do Brasil. Ele faz contribuições para os softwares que usa, como o desenvolvimento de melhorias no Wine, traduções do Freemind e código e documentação do BrOffice.org. Estes trabalhos foram feitos para o atendimento de demandas internas e que, posteriormente, foram disponibilizados. Neste caso, ambas as partes ganham: todos os usuários, que contarão com um software melhor, e a própria empresa, que não precisará manter os códigos desenvolvidos por conta própria.

Além disso, algumas empresas enxergam esta forma de trabalho como algo essencial para usos em atividades críticas. Nestes casos, elas preferem absorver um conhecimento mais profundo do software para que, na ocorrência de problemas que possam comprometer a empresa de maneira mais severa, ela mesma seja capaz de resolvê-los, dando prioridade máxima a eles e sem depender da disponibilidade de empresas externas.

Concluindo

Ao utilizar software livre, será praticamente inevitável que uma empresa tenha algum tipo de interação com a sua comunidade. Mas isto, ao contrário do que muitas delas acostumadas com o modelo proprietário possa pensar, não é ruim. Isto gera uma movimentação em volta do software que trará mais garantias de sua continuidade, incentiva que mais empresas deem suporte a ele (aumentando a concorrência), melhora sua própria imagem perante o público e fica cada vez mais independente de empresas externas.

Mas deve ficar claro que não existe uma forma de interação melhor que a outra e, da mesma forma, uma forma não impossibilita outra (as empresas citadas nos exemplos interagem por diversas maneiras). Como tudo no software livre, isto que é uma questão de escolha – a empresa usuária tem o poder de escolher de qual a melhor forma para ela.

Olhando para o mercado, o que podemos ver é que a maioria das empresas têm uma atitude mais passiva. Como o software livre ainda está começando na maioria delas, estas formas de interação se tornam mais interessantes por serem mais parecidas com as do modelo proprietário do qual já estão acostumadas. Algumas têm uma atitude mais ativa, mas por terem alguns funcionários próprios que participam de projetos livres e acabam trazendo isso para seus trabalhos. De uma forma ou de outra, o importante é incentivar que as comunidades cresçam e que os softwares se fortaleçam para que o investimento feito não tenha sido em vão.

Para mais informações:

Eventos de software livre no Rio de Janeiro em setembro

Este mês teremos no Rio de Janeiro dois grandes eventos de software livre: Software Freedom Day e Fórum de Tecnologia em Software Livre do SERPRO RJ. Uma oportunidade única para quem quer aprender um pouco mais sobre tecnologias de ponta e software livres que estão mudando a realidade da tecnologia no mundo todo. E tudo de graça!

Software Freedom Day

O Software Freedom Day é um evento anual e mundial, organizado localmente por equipes voluntárias no mesmo dia. Com o patrocínio de Canonical (Ubuntu), Google e Red Hat (Fedora) e parceria com Linux Magazine e Free Software Foundation (FSF), é um dos evento que tem se tornado mais importante a cada ano. A edição do Rio de Janeiro será em Niterói (não é no Rio, mas é do lado :P ), na UFF e está contando com apoio da Sun Microsystems.

Dentre as atrações, você contará com palestras e mini-cursos de diversos assuntos como linguagens de programação, computação gráfica, TV Digital e até programação para Playstation 3!!! Entre no site, veja a programação completa e faça sua inscrição. O evento será no sábado dia 19 de setembro.

Fórum de Tecnologia em Software Livre do SERPRO RJ

O Fórum de Tecnologia em Software Livre do SERPRO é um evento itinerante, que já ocorreu e irá acontecer em outras capitais do país. Esta é a primeira vez que a capital fluminense sedia o evento e a programação está imperdível!

Serão 3 dias de palestras com variados temas, como: Ruby On Rails, Cloud Computing, Scrum, Web2Py, Blender 3D e ODF, além da realização de 9 mini-cursos, com capacidade para 40 pessoas em cada um, dentre os quais: AndroMDA, Shell, InkScape, Python, Zend Framework e PyS60. Veja a programação detalhada no site do evento e faça sua inscrição. As inscrições nos mini-cursos já estão se esgotando. O evento será nos dias 15 ao 17 (terça a quinta) de setembro.

Software (livre) é Conhecimento (livre) – parte 2

Esta é a segunda e última parte do artigo. Então, primeiro leia a primeira parte.

No fim da primeira parte, eu disse que o software livre resolve o problema do não compartilhamento de conhecimento que acontece com diversos softwares, mas vamos entender isto melhor.

O que é Software Livre?

Na definição da Free Software Foundation (Fundação Software Livre), um software é livre quando garante 4 liberdades:

  1. Liberdade de rodar o programa para qualquer propósito;
  2. Liberdade de estudar como o programa funciona e modificá-lo para que faça o que quiser (acesso ao código-fonte é uma precondição para esta liberdade);
  3. Liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar o seu próximo;
  4. Liberdade de melhorar o programa e publicar sua versão modificada ao público, para que todo a comunidade possa se beneficiar (acesso ao código-fonte também é uma precondição para esta liberdade).

Todo o software (livre ou não) possui uma licença de uso – um software é livre quando sua licença de uso garante todas essas liberdades. E mais, um software livre não necessariamente foi criado desta forma. Existem diversos softwares que nasceram proprietários e tiveram sua licença alterada – é uma questão de escolha de seus donos. Veja alguns exemplos:

  • Linux: somente em 1992 Linus Torvalds mudou sua licença, abandonando a cláusula que proibia seu uso comercial e adotando a GPL (Licença Pública GNU);
  • Mozilla: criado a partir do Netscape e hoje evoluiu para o Firefox;
  • OpenOffice.org: criado a partir do StarOffice da Sun;
  • Blender: seu código-fonte foi comprado em 2002 diante da falência da companhia NaN.

História resumida do software livre

  • 1983 - Richard (Matthew) Stallman lança o Projeto GNU;
  • 1984 - Stallman abandona seu emprego no MIT para dedicação integral ao Projeto GNU;
  • 1985 - Fundação da Free Software Foundation, por Stallman;
  • 1991 - Linus Torvalds, desenvolve a peça que faltava para o sistema operacional GNU: o kernel (Linux), que, favorecido pelo ambiente colaborativo propiciado pela Internet, se desenvolveu muito rapidamente.

Podemos ver que num software livre (com as 4 liberdades garantidas), seu conhecimento não ficará restrito a um grupo pequeno de pessoas e poderá ser compartilhado com qualquer pessoa! Poderá ser melhorado ao gosto de cada um, como a receita de bolo compartilhada entre amigos. No entanto, se aplicarmos a regra do software proprietário às receitas de bolo, seria inaceitável um comportamento como pedir uma receita – você poderia ser preso por isso! Parece um absurdo completo, mas várias formas de conhecimento são tratadas desta forma. Alguns exemplos são: música, livros, filmes e software. Existem os direitos de cópia (copyright) e os direitos autorais, mas isso é assunto para outro artigo (teremos uma palestra sobre este assunto no GNUGRAF também).

Desta forma você pode pensar: “além das coisas cotidianas (como receitas de bolo) e do software livre, existe alguma forma de conhecimento nos dias de hoje que não seja restritivo?”A resposta é sim! A pesquisa científica vêm trabalhando há séculos com um modelo baseado em livre exposição de pensamentos, onde os autores são reconhecidos por mérito. Onde o trabalho de um acaba, começa o de outro e, assim, a humanidade foi evoluindo. Como disse Isaac Newton no século XVII:

Se vi mais longe foi por estar sobre ombros de gigantes.

Com tudo isso mostrado, podemos chegar à nossa segunda conclusão: Se software é conhecimento, …

“Software livre é conhecimento livre!”

Vantagens do software livre

Podemos entender os impactos positivos da produção e uso de software livre em quatro perspectivas: social, técnica, política e estratégica.

Do ponto de vista social (algumas vezes chamado de “filosófico” ou “ideológico”):

  1. Reaproveitamento de ideias;
  2. Conhecimento acessível a qualquer pessoa;
  3. Geração de trabalhos baseados;
  4. Colaboração entre pessoas;
  5. Ferramenta de estudo e pesquisa.

Do ponto de vista técnico:

  1. Permite evolução competitiva, rápida e sólida (correção de erros ou bugs);
  2. Maior segurança, por se saber o que está sendo executado;
  3. Software é evoluído por necessidades técnicas e não financeiras;
  4. Garante permanente compatibilidade entre os produtos das diversas versões, caso contrário, a continuação da versão anterior;
  5. Aderência a padrões abertos (como ODF, usado no OpenOffice.org, e HTML, usado para se fazer sites web).

Do ponto de vista político:

  1. Inclusão digital;
  2. Vantagens pedagógicas (transformando os alunos em produtores e não só consumidores, não obriga o aluno utilizar softwares pelos quais não poderá comprar e prega aos jovens uma visão de colaboração do mundo);
  3. Modelo economicamente sustentável;
  4. Desenvolvimento distribuído gera ganhos financeiros e tecnológicos localmente;
  5. Soberania nacional.

Do ponto de vista estratégico (empresas e governos):

  1. Independência de fornecedores;
  2. Economia (não necessidade de compra de licença de uso);
  3. Garantia de manutenção em caso de descontinuidade;
  4. Possibilidade de desenvolver funcionalidades que considera mais prioritárias.

Espero que tenham gostado e aguardo os comentários! Além disso, se morar no Rio de Janeiro, não deixe de ir ao GNUGRAF. É de graça e teremos diversas palestras e mini-cursos como profissionais de qualidade das áreas multimídia. Bem, eu vou ajudar no evento, mas não vou perder as atividades relacionadas à produção musical :) . Grande abraço!